Sensacionalismo do Ibope
  

Livro JORNALISMO INVESTIGATIVO - Leandro Fortes

                                                      Google

 

 

Resenha

Por Camila Carvalho, Carina Nishida e Nuria Santiago

 

Todo jornalismo é investigativo, tem na base a pesquisa de informações com os olhos críticos que deve ter todo bom repórter, é praticamente unânime entre os profissionais da área, que a arte de se publicar uma notícia é por si só uma investigação.

A pauta, o método de apuração, o conteúdo e a forma com que a reportagem será exiba, é o que caracteriza essa modalidade de jornalismo.

Segundo o autor Leandro Fortes: “A investigação é parte da engrenagem que vai da pauta até a veiculação da notícia”.   

Vem ocorrendo na imprensa brasileira o interesse pela receita publicitária que está prevalecendo diretamente à relação entre os interesses econômicos e as grandes reportagens.

Não é a toa que jornalismo investigativo vem alterando o cenário político, as notícias vêem sempre atreladas a escândalos e denúncias. Na maioria das vezes essa matéria nasce do repasse simples de informações sendo assim mérito da fonte do que propriamente do repórter, não é de uma fonte ou de um documento que se obtém a informação, mas do cruzamento de vários deles, ser independente da fonte é um desafio.

Temos dúvidas se atualmente a busca é pelo furo ou pelo rótulo, entre eles, um mundo impulsionado pela política e economia, os interesses das corporações da mídia e pela luta arrebatadora por uma posição de destaque dentro do mercado de trabalho. Quando a avaliação dos resultados é positiva garante a atividade jornalística um tipo de credibilidade que poucas instituições têm.

De acordo com Lage “essa descaracterização é resultado, primeiro, da profissionalização das fontes”. Também não podemos esquecer que os agentes de relações públicas estão a todo vapor no mercado, com um único objetivo distorcer notícias ainda no nascedouro para beneficiar a chefia, notícia é tudo aquilo que alguém, em algum lugar, quer manter escondido, o resto é propaganda”.

Uma das grandes dificuldades da investigação jornalística está ligada à ética, porque muitas vezes esbarra ao trabalho policial. Muito se discuti entre os estudiosos da mídia, o público e os agentes da Justiça, a utilização de recursos como câmeras e gravadores escondidos para descobrir a verdade. É comum hoje em dia, a utilização desses recursos por parte da mídia televisiva. Particularmente, não vejo nenhum problema em servi-se desses recursos desde que seja de interesse público. Segundo O Código de Ética do Jornalismo, no artigo nove, incisivo “f”, está como dever de todo jornalista: “Combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercida com o objetivo de controlar a informação”.

Numa sociedade onde, mais e mais, informação significa poder, levar informação ao povo é levar poder, e distribuir poder é distribuir renda, diz Tajes. A função idealizada do jornalismo é exatamente a democratizar as informações.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) tem um sistema virtual de troca de informação e divulgação de notícias voltadas no modelo investigativo. “Nosso conceito de jornalismo investigativo é todo tipo de reportagem que demande uma apuração mais complexa... Qualquer repórter, dispondo de boas técnicas de reportagem, pode transformar até assuntos corriqueiros em uma investigação”, disse Marcelo Soares, gerente executivo da Abraji.

  O que difere o jornalismo investigativo das demais modalidades da área segundo o autor são as circunstâncias mais complexas, dos fatos, sua extensão noticiosa e o tempo de duração que precisa ser maior. Por isso o repórter investigativo precisa dispor-se de uma pesquisa minuciosa com os olhos críticos que deve ter o bom repórter; paciência e concentração, porque uma boa investigação é demorada e cheia de documentos; insistência e perseverança; atenção especial a todos os tipos de documentações disponíveis; curiosidade e desconfiança; lealdade ao leitor entre outras coisas.

Embora saibamos que o trabalho de investigação é maçante e muitas vezes arriscado, é preciso deixar claro que preguiça e jornalismo não combinam e que está profissão não é para covardes, isto se dá ao fato de que uma investigação exige um trabalho intenso, segundo o autor: “Misto de suor e paciência”.

Entretanto, a correria diária contra o tempo a favor da verdade faz com que haja um equilíbrio, responsável pelo resultado de uma excelente investigação. Contudo, concluímos que o exercício diário do jornalismo investigativo, não exige somente coragem e disposição, é preciso antes de qualquer coisa ter amor por aquilo que se faz.

 

 



Escrito por Carina e Nuria às 09h02
[] [envie esta mensagem] []


 
  

A prática diária de fazer fotojornalismo

 

                                          Foto: André Lessa

 Por Carina Nishida e Nuria Santiago

Segundo Filipe Araújo, fotógrafo do jornal O Estado de S. Paulo, que está na profissão há dez anos, fotografia é escrever com a luz, palavra que vem do grego.

“O fotojornalismo, por sua vez, é a prática do jornalismo por meio da linguagem fotográfica em substituição a linguagem verbal” fonte wikipédia.

O Fotojornalismo é importante e relevante para a realização de uma reportagem. Contempla o mundo através de imagens chocantes, irônicas, denuncistas, empáticas ou simplesmente informativas.

Segundo Filipe, grande parte do material produzido não é aproveitado na edição final devido ao espaço reduzido do jornal.

O fotojornalismo exerce a atividade como documento social, usa a fotografia como veículo de observação, analise e opinião. Na rua os fotógrafos presenciam fatos do cotidiano até aqueles considerados mais chocantes, como por exemplo, o acidente da TAM ocorrido no aeroporto de Congonhas.

Filipe comenta, também, sobre uma pauta que o deixou marcado, “era a desapropriação de uma favela e havia muitas crianças e famílias. Os policiais não dialogaram com os moradores e desceram borrachada, que evidenciou o abuso do poder, concluiu.

A imagem confere a autenticidade do texto, é ela que mostra, revela, expõe, denuncia e opina, dando credibilidade ao texto e, como assinala o fotógrafo: “dizem que uma imagem vale mais que mil palavras.” O fotojornalismo, por muito tempo escreveu em imagens, informações censuradas em palavras.

Tudo vale para ‘esculpir” uma bela imagem e idéias inovadoras não podem faltar nessa profissão que transmite informações, com beleza, do “simples” enquadramento.

O fotógrafo, quando recebe a pauta já procura imaginar como será a foto, mas de acordo com o que ele encontra o cenário pode mudar totalmente. Na rua o fotógrafo disputa o melhor ângulo para ter suas imagens estampadas nas capas dos jornais, além das câmeras digitais e com diversos recursos que proporcionam rapidez e qualidade na transmissão das fotos. Para completar o trabalho é necessário uma equipe de redação especializada na preparação das legendas das imagens.

Filipe tem como referência na profissão grandes nomes como: Sebastião Salgado, Evandro Teixeira, Antonio Galderio e Jorge Araújo seu pai que o incentivou a entrar na profissão.  De acordo com ele, “Todos os riscos valem para conseguir uma foto. As vezes você está no meio da selva e tem que atravessá-la para achar o pote de ouro. Fotografia é uma paixão.”

Trabalhar sempre nos 45 minutos do segundo tempo, é a adrenalina de um fotógrafo quando sai para fazer uma pauta. Na “era” do mundo multimidia a foto será usada não só no jornal impresso como também no site do jornal e atualizado 24 horas/7 dias por semana, em diversos casos. O jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, tem uma agência de notícias, a Agência Estado que distribui para diversos nichos de mercado, desde Jornais, Portais de Conteúdo, Sites de Empresas, Mídia Móbile e TV´s os principais fatos jornalísticos do país.

 



Escrito por Carina e Nuria às 08h52
[] [envie esta mensagem] []


 
  

‘Favela no Rio é um local onde o estado não entra’


Por Alexandre Garcia

Favela no Rio é um local onde o estado não entra. Tão grave quanto submeter três jornalistas por mais de sete horas é submeter uma população todos os dias. O domínio de territórios em que não entram os poderes do estado, por parte de traficantes ou de milícias, é a conseqüência de uma cultura que convive com a pratica de desprezar a lei e de fazer as próprias leis.

Uma cultura que acha esperteza passar por cima da lei e julga trouxa quem obedece às leis. Não percebe que, na medida em que se desrespeitam os direitos dos outros, os outros também desrespeitam os nossos direitos.

Essa cultura, na semana passada, mostrou seu poder quando a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro decretou a liberdade de um dos seus, o deputado Álvaro Lins, preso pelo Ministério Público e pela Polícia Federal por ligações com atividades criminosas. Segundo o Ministério Público, quase metade daqueles deputados estaduais está sob suspeita de crime e, é claro, estão lá porque tiveram milhares de eleitores que concordam com seus representantes.

Hoje, em Genebra, a ONU vai discutir ligações da polícia com o crime e formação de milícias no Brasil. O relatório da ONU afirma que poucos homicidas são condenados e pede providências para o que chama de “uma verdadeira crise de segurança pública no Brasil”.

Isso não apareceu de repente. Começou há décadas, com a conivência de muita gente e sem a reação de outros tantos. Não é só a lei que não entra na favela. A lei não entra, por exemplo, naquele proprietário de carro que estaciona o carro na calçada. É bom lembrar que as sociedades seguras, que têm tranqüilidade para passear e trabalhar, são aquelas que vivem felizes em simbiose com a lei. Ao mesmo tempo em que protegem a lei, são protegidas por ela. Respeitam a lei e são respeitadas.

www.bomdiabrasil.globo.com

 

PMs em confronto no Alemão/ Foto: Agência Folha




Escrito por Carina e Nuria às 14h27
[] [envie esta mensagem] []


 
  

Barbárie contra equipe de reportagem e morador causa indignação

 

Por O Dia


Rio - A tortura sofrida pela equipe de O DIA na favela do Batan, na Zona Oeste, provocou reações indignadas de autoridades e entidades em todo o Brasil. O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, confirmou ontem que são policiais os criminosos que capturaram, agrediram e humilharam repórter, fotógrafo, motorista e um morador da comunidade, na noite do dia 14 de maio. “Estão identificados”, garantiu Beltrame, sem revelar nomes.

 

  José Mariano Beltrame, Secretário de Segurança Pública do RJ

       Foto: Hipólito Pereira O Globo

                                             
A comoção pela brutalidade dos paramilitares vem a público no momento em que jornalistas, entidades de defesa dos direitos humanos e a sociedade brasileira lembram os seis anos da morte do jornalista Tim Lopes, julgado, torturado e assassinado por traficantes do Complexo do Alemão, na Penha, Zona Norte. Milícia e tráfico — vertentes diferentes, mas igualmente ameaçadoras do crime organizado — impõem às comunidades mais carentes do Rio códigos draconianos escritos a sangue. Mas, no caso dos milicianos, as punições têm sido ainda mais difíceis.

Levantamento feito por O DIA mostra que, nos últimos três anos, pelo menos 200 pessoas foram cruelmente assassinadas por grupos milicianos, com apenas 45 acusados presos e, o que é mais grave, envolvimento comprovado de dois detentores de mandatos no Legislativo.

“Minha orientação à Secretaria de Segurança é de encontrar e prender esses facínoras”, afirmou o governador Sérgio Cabral. A investigação do episódio com a equipe de reportagem será acompanhada por integrantes da comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados e do Ministério da Justiça, que classificaram as agressões como atentado à democracia e ao direito de informação da sociedade brasileira.

A violência policial no Brasil será tema de discussão da Organização das Nações Unidas (ONU), hoje, na Suíça. Representantes da entidade vão cobrar do governo brasileiro medidas para conter o que chamam de “crise de segurança pública”. O relator da ONU para assassinatos sumários, Phillip Alston, citará o envolvimento de policiais com grupos criminosos e formações de esquadrões de morte.

 

www.odia.com.br



Escrito por Carina e Nuria às 14h26
[] [envie esta mensagem] []


 
  



Milícias: política do terror

Por O Dia

 

Rio - Criadas sob o "inocente" argumento de enfrentar o tráfico de drogas e livrar as comunidades carentes do crime organizado, as milícias compostas por policiais, agentes penitenciários, bombeiros e ex-servidores da Segurança Pública dominam hoje bem mais do que as 78 comunidades onde fincaram suas garras e estruturaram um exército muito bem armado. Elas ditam as leis a aproximadamente 2 milhões de cariocas e os submetem a um código penal que nunca foi escrito. Todos conhecem bem cada parágrafo, onde estão previstas a tortura e a morte a quem desafiar as suas regras. Um desmando sofrido pela equipe de O DIA.

Durante duas semanas, repórteres moraram na Favela do Batan, em Realengo, Zona Oeste do Rio. A idéia da reportagem era mostrar como vivem as pessoas em um local onde grupo clandestino tem lucro fantástico com a venda do gás de cozinha, do sinal pirata de TV a cabo e da segurança forçada, além do curral eleitoral. Mas, na tentativa de produzir material que mostrasse os desvios dessa realidade, os jornalistas caíram nas mãos da barbárie.

Denunciados, os repórteres de O DIA foram seqüestrados e mantidos em cárcere privado em um dos barracos usados como quartel-general pela quadrilha. O interrogatório e as torturas duraram sete horas e meia, período em que a equipe foi submetida a socos e pontapés, choques elétricos, sufocamento com saco plástico, roleta-russa, tortura psicológica e todo tipo de situação vexatória. Em um dos intervalos entre as sessões de agressões, a equipe identificou o barulho de sirenes iguais às das patrulhas policiais rondando o cativeiro. Mas os homens que chegavam ao local, em vez de socorrer as vítimas, eram solidários aos carrascos.

Em determinado momento, o cativeiro chegou a ter pelo menos 20 milicianos, entre torturadores, incentivadores e espectadores coniventes. As vítimas foram libertadas, depois de os criminosos terem passado todo o tempo garantindo que elas seriam torturadas até a morte. A condição seria manter segredo sobre a sessão de agressões. Foi a forma mais cruel e bárbara de testemunhar como a milícia age nas comunidades do Rio.

O crime cometido contra a equipe de O DIA aconteceu no dia 14 de maio. A cúpula da Segurança do Estado do Rio foi notificada. Hoje, mais de duas semanas depois das agressões, os fatos estão sendo publicados. A decisão de esperar esse tempo para trazer à tona a história foi tomada para que as investigações policiais não fossem prejudicadas e, principalmente, para garantir a segurança das pessoas envolvidas. Agora, espera-se pela punição dos culpados.

www.o dia.com.br



Escrito por Carina e Nuria às 14h26
[] [envie esta mensagem] []


 
  

O que é Ombudsman?

Ombudsman é uma palavra sueca que significa representante do cidadão. Surgiu em 1809, para designar o defensor dos cidadãos ameaçados pelo Parlamento. Num sentido ampliado, seguiram-se ombudsmans em empresas, universidades e hospitais. Em 1967, um jornal norte-americano, no Estado de Kentucky, indicou seu ombudsman, iniciando a prática de órgãos da imprensa. Bem antes disso, porém, em 1922 o jornal japonês Asahi Shimbun criou um comitê para receber e investigar reclamações dos leitores.

 



Escrito por Carina e Nuria às 19h12
[] [envie esta mensagem] []


 
  

TV dá barriga e sites repercutem sem checar

Por Comunique-se

 

O incêndio que atingiu na tarde da terça-feira (20/05) um prédio localizado em Moema, na zona sul de São Paulo, foi manchete, por alguns minutos, dos principais sites de notícia do País. O problema é que, na pressa para informar seus leitores, alguns veículos online se basearam em informação da Globonews de que um avião havia se chocado com o prédio e não tiveram o cuidado de checar.

“Avião atinge prédio em São Paulo” era uma das manchetes do Globo Online. Ao perceber o erro, minutos depois, o título mudou para "Incêndio atinge prédio em São Paulo". O UOL já foi mais categórico: “Avião da Pantanal cai na zona sul de São Paulo”.

A ombudsman do Portal, Tereza Rangel, não perdeu tempo. Lamentou que mal estreou a nova central de jornalismo e já caiu na tentação de copiar informação da TV.

“A ‘informação’ estava errada. Quando percebeu o erro, o UOL mudou o texto (sem alterar o horário), tirou o assunto da manchete e simplesmente adotou a fórmula "a informação inicial era de que um avião da Pantanal teria se chocado contra um prédio residencial, mas ela foi desmentida minutos depois pela Infraero, pelos Bombeiros e pela própria companhia". A ressalva não pode servir de desculpa para que não seja feita uma errata, até porque o título do texto afirmava, categoricamente, que o avião caíra. Se o UOL levou a ‘notícia’ à sua manchete é porque precipitou-se e, sem apuração própria, comprou a versão da TV, disseminando entre os internautas que houvera um acidente inexistente. A prática de cozinhar e assumir informações (certas ou erradas) da TV e rádio é comum em portais da Internet, mas não deveria ser adotada pelo UOL”.

Em resposta, o gerente de notícias do UOL, Rodrigo Flores, prometeu fazer uma errata.

Mario Vitor Santos, ombudsman do iG, também não deixou passar o erro. "O iG acaba de anunciar erradamente a queda de um avião em bairro residencial de São Paulo. A notícia ('Avião cai em bairro residencial de São Paulo') não se confirmou. O texto era lido a partir da manchete da capa do iG. Foi colocado como um link da manchete que anunciava um incêndio na capital. Minutos depois da notícia errada do desastre, mais grave ainda numa cidade já traumatizada por acidentes desse tipo nas imediações do aeroporto de Congonhas, a notícia foi retirada do ar. A manchete passou a anunciar um incêndio numa fábrica de colchões. O iG precipitou-se e errou. Deve ter confiado em quem não deveria. Atribuiu o erro à Infraero. Certamente não verificou a informação antes de levá-la ao ar. Precisa avaliar isso, e corrigir com o mesmo destaque dado ao falso acidente de avião. Além disso, precisa agora acompanhar correta e cautelosamente o incêndio que de fato parece ter existido".

A assessoria de imprensa da Infraero disse ao Comunique-se que em nenhum momento confirmou a notícia de queda de um avião.

A Central Globo de Comunicação informou em comunicado: “A respeito do incêndio ocorrido hoje à tarde em São Paulo, a Globo News, como um canal de noticias 24 horas, pôs no ar imagens do fogo assim que as captou. Como é normal em canais de notícias, apurou as informações simultaneamente à transmissão das imagens. A primeira informação sobre a causa do incêndio recebida pela Globo News foi a de que um avião teria se chocado com um prédio na região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. Naquele momento bombeiros e Infraero ainda não tinham informação sobre o ocorrido. As equipes da própria Globo News constataram que não havia ocorrido queda de avião e desde então esclareceu que se tratava de um incêndio em um prédio comercial. Poucos minutos depois o Corpo de Bombeiros confirmou tratar-se de um incêndio em uma loja de colchões”.

www.comuniquese.com.br

Acesse o video do incêndio http://br.youtube.com/watch?v=_V8hVOeVZGI



Escrito por Carina e Nuria às 18h59
[] [envie esta mensagem] []


 
  

Não foi 1 avião q caiu ontem, foi a credibilidade da TV

 

Por Comunique-se

 

O que caiu na tarde de ontem em São Paulo não foi mesmo uma aeronave. Foi apenas a credibilidade do jornalismo da Globo, já que a Globo News, orgulhosa, foi 1a emissora a divulgar, erroneamente, a queda de um avião na Zona Sul da cidade. "Um avião da companhia aérea Pantanal se chocou com um prédio na altura da Avenida Santo Amaro, altura do 2006, há poucos minutos. Há fogo e fumaça no local. O acidente aconteceu próximo ao aeroporto de Congonhas" - dessa maneira o Globo Online, site do mesmo grupo, transcreveu a noticia com incrível 'precisão', dando até o número da residência atingida. A partir daí, o efeito dominó tomou conta dos principais portais de internet do país que, durante 15 minutos, alastraram um pânico desnecessário pela cidade. Mas credibilidade e internet sao coisas que ainda nao andam juntas em alguns portais.


Bem, felizmente nenhum aviao caiu. Apenas na imaginação, ou afobação, não sei, da equipe da Globo. Com muita dignidade, a emissora emitiu um comunicado oficial, horas depois, dizendo que a prática de divulgar um acontecimento, enquanto apura-se a veracidade do fato, é um artifício normal no jornalismo. Por isso, nao devia desculpas a ninguém. Seria mesmo assim?

Ok. Acredito até que a prática seja comum, sim. Mas confesso - como leigo no assunto, acho isso um meio tão eficaz de fazer jornalismo sério quanto um atirador de elite metralhar um sequestrador enquanto negocia a rendição do sujeito. A Globo deu um tiro nó pé, ontem. Mas nós, internautas e espectadores, é que fomos atingidos.

 

www.comuniquese.com.br



Escrito por Carina e Nuria às 18h56
[] [envie esta mensagem] []


 
  

O incêndio nas TVs, nao teria sido melhor apurar antes de dar?

Por BlueBus

08:28 Bom dia, O incêndio ontem a tarde em Sao Paulo, notas na lista abaixo, provocou informaçoes desencontradas nas TVs. A Globo News passou algum tempo no ar mostrando imagens do evento e informando que um aviao da Pantanal tinha caído na regiao sul da cidade. A Record News fez o mesmo, mas sem as imagens, diz nota da coluna Zapping hoje no Agora SP. Na TV aberta, a Record e a Band informaram que o fogo tinha sido causado pela explosao de um botijao de gas numa fabrica de colchoes. 21/05 Blue Bus

www.bluebus.com.br



Escrito por Carina e Nuria às 18h54
[] [envie esta mensagem] []


 
  

Escola Base: Grupo Folha é condenado pelo TJ-SP

Por Comunique-se

“Perua escolar carregava as crianças para a orgia”. O Grupo Folha da Manhã, que edita a Folha de S. Paulo, até tentou convencer o Tribunal de Justiça de São Paulo de que se limitou a reproduzir as informações oficiais do caso Escola Base, na matéria que tinha o título acima, publicada no extinto Folha da Tarde, mas não foi o que entendeu a turma julgadora. A empresa terá que pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais para R.F.N., hoje com 18 anos e na época com apenas quatro, filho de um dos casais acusados de abusar sexualmente de crianças numa escola de São Paulo, em 1994, e requerente da ação.

“A conduta do jornal, juntamente com outros órgãos de imprensa, contribuiu para criar uma situação anormal, não experimentada não só para os adultos envolvidos”, afirmou em seu voto o desembargador Odemar Azevedo.

A Folha da Tarde se baseou nas informações passadas pelo delegado que conduziu o inquérito policial e de depoimentos de duas mães de alunos.

Os desembargadores Odemar Azevedo, Mathias Coltro e Oscarlino Moeller consideraram a manchete sensacionalista e que extrapolou o direito de informar, além de atingir a esfera moral da criança.

A decisão é de segunda instância e cabe recurso.

A Folha e o Estadão também foram condenados pelo que publicaram, tendo que pagar R$ 750 mil. A Globo foi condenada a pagar indenização de R$ 1,35 milhão. Já a IstoÉ teve de pagar R$ 360 mil. Para todas as empresas cabe recurso.

As informações são do site Consultor Jurídico.

Imprensa em frente da Escola Base

Foto: Divulgação



Escrito por Carina e Nuria às 18h51
[] [envie esta mensagem] []


 
  

Isabella Nardoni: como escapar de uma nova Escola Base

Por Carla Soares Martin

"Primeiramente eu gostaria de falar que a imprensa, de certa forma, eu entendo que ela tem que apurar os fatos, porém não pode ser de uma forma tão agressiva como tem sido." Concedida à Rede Record, a entrevista de Alexandre Jatobá, pai de Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, encontrada com parada cadiorrespiratória – sem conseguir resistir – no jardim do prédio em que morava, na Zona Norte de São Paulo, levanta uma discussão recorrente entre os jornalistas: como a mídia deve cobrir casos emaranhados de cunho policial?

No caso de Isabella, saltam aos olhos dois episódios: a declaração do delegado, capa do Diário de S.Paulo de terça (01/04), indicando o pai previamente como o principal suspeito do suposto assassinato, e a insistência – quase uma barreira – promovida pela imprensa para tentar falar com a mãe da menina, Ana Carolina Cunha de Oliveira, após o depoimento de quarta (02/04), e com o pai, Alexandre Nardoni e a madrasta, como relatado por Alexandre Jatobá.

Alex Ribeiro, autor do livro “Caso Escola Base: os abusos da imprensa”, relembra as acusações inverídicas feitas em 1994, pela Polícia Civil, e embarcada pela mídia, de que quatro sócias da Escola de Educação Infantil Base, em São Paulo, estariam abusando sexualmente das crianças, para falar do caso de Isabella.

Para o repórter do Valor Econômico em Brasília, “é impossível um caso desse não estar no jornal”. Pela sua relevância, contudo, Ribeiro aponta a tendência de a mídia entrar num “vale-tudo”, em que jornalistas se engalfinham por um furo, por uma declaração num momento de dor. “É preciso ter um respeito pela pessoa”, afirma Ribeiro.

Numa cobertura como a de Isabella, o autor de “Caso Escola Base” ressalta o cuidado com três fatores: analisar friamente o fato – sem pender para nenhum dos lados –; confrontar tecnicamente e juridicamente o trabalho do delegado antes de publicar sua posição; e procurar outras fontes – parentes, amigos. “É colocar o delegado na parede mesmo, antes de publicar.”

Da afiliada do SBT em Minas Gerais, Benny Cohen, editor da TV Alterosa, diz-se contra a “capacidade destruidora da mídia”. Há três anos, a emissora não divulga a identidade ou imagens de suspeitos de crimes, para não abalar, sem provas, suas reputações. “Defendemos o sagrado direito de defesa”, afirma Cohen.

O jornalista conta que, no começo, a redação ficou traumatizada. “Eles não achavam que poderiam escrever uma matéria sem os nomes”, lembra o editor. Tiveram de usar a criatividade para uma transformação que se deu de forma “lenta e gradual”. Hoje, Cohen tem certeza de uma coisa: “Aqui todo mundo dorme tranqüilo.”

Crianças
O caso de Isabella também entra na questão do direito da criança e do adolescente. Carlos Ely, jornalista responsável pela área de mobilização da Agência de Notícias dos Direitos da Infância, a ANDI, ressalta que, pelo fato de a menina ter morrido, não há problemas quanto à exibição de sua imagem.

Porém, se houvesse algum envolvimento de outras crianças no caso, como seus irmãos, não poderiam ser expostos.

Em casos nos quais a criança sobrevive, é obrigação do jornalista, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), resguardar a identidade, por ter passado por situações de constrangimento como abuso, violência doméstica e trabalho infantil.

Sobre a cobertura do caso de Isabella, Ely acredita que a mídia não deveria ter exibido as declarações do delegado com um pré-julgamento. “Há um risco de se repetir a Escola Base”, afirmou.

Acesse o video da reconstituição Isabella http://br.youtube.com/watch?v=t5A_dhaHK6Q

www.comuniquese.com.br



Escrito por Carina e Nuria às 18h49
[] [envie esta mensagem] []


 
  

Caso da menina Isabella

Por Carina Nishida e Nuria Santiago

Durante dias e dias, todo tipo de mídia publicou a morte da menina Isabella. Publicou e explorou! Jornalistas, apresentadores de todas as emissoras bombardeavam a população com notícias repetitivas e constantes. Montaram acampamento na frente da delegacia e na frente da casa dos principais suspeitos.

Em nenhum momento mostraram preocupação com as notícias publicadas, só se importavam com o "pioneirismo" de informação. A qualidade das notícias foi deixada de lado e foi priorizada a quantidade de coisas publicadas, e claro, quem as dava primeiro. Todos os programas das principais emissoras só falavam do caso. Até a "elitizada" Globo entrou na dança. A princípio se manteve com a postura de sempre. Divulgando o essencial e sem martelar no mesmo assunto. Porém, quando notou que seu índice de audiência diminuía e o índice das outras emissoras alcançavam grandes picos no ibope, a Globo se viu obrigada a entrar na briga pela especulação da morte da Isabella.

Em palestra recente as Faculdades Integradas Rio Branco, Mariana Godoy, jornalista da emissora Globo, ao ser questionada sobre a mudança de comportamento da emissora perante o caso, foi clara e objetiva. A Globo percebeu o que o público queria ver, e somou sua postura delicada e sutil de dar notícias,como foi definida por ela mesma, ao tal sensacionalismo que corria em todos os meios de comunicação. 

Enquanto as pessoas se condicionarem a assistir apenas especulações da vida alheia e contentarem com isso, a mídia vai explorar mais e mais caso s, sem nenhum critério ou responsabilidade, alimentando cada vez mais essa guerra pelo ibope.



Escrito por Carina e Nuria às 23h38
[] [envie esta mensagem] []


 
  

Mais audiência...mais violência

 

Por Carina Nishida e Nuria Santiago

A imprensa, em especial a TV, atua com um olho na câmera e outro no índice da audiência. A exploração de notícias sensacionalistas em geral resulta em audiência, mas também acaba gerando violência.

A mídia tem efeito devastador na vida das pessoas quando usada de forma abusiva, divulgando notícias falsas em seus equívocos de apuração. Quem não se lembra do "caso da Escola Base", em São Paulo? Onde uma notícia sensacionalista denegriu irremediavelmente a reputação dos responsáveis pela escola, acusados de exploração sexual contra seus alunos.

Os jornais mais sensacionalistas costumam chamar suspeitos de ladrões e/ou assassinos, como se já tivessem sido julgados e condenados. Eles exageram nas emoções e transformam jornalistas em policiais, juízes e até em executores de sentença.

A mídia eletrônica publica a notícia em tempo real e a mídia impressa bombardeia a mesma notícia todos os dias após o ocorrido, causando indignação da população diante de um crime. E na mente popular, o criminoso deve pagar a qualquer custo.

Será que não está na hora dos representantes da sociedade civil e de responsáveis pela defesa dos direitos humanos marcar em cima da mídia, exigindo que ela respeite os limites estabelecidos pela ética? Para o jornalista Hérodoto Barbeiro "a imprensa não altera a legislação penal, mas tem forte dose de influência sobre tudo isso. A sua contribuição não pode parar no sensacionalismo e na espetacularização da notícia".



Escrito por Carina e Nuria às 19h22
[] [envie esta mensagem] []


 
  

         

Sensacionalismo e os programas de televisão

 

Por Carina Nishida e Nuria Santiago

Entre as críticas da mídia impressa, está o extinto "Programa do Ratinho", que era apresentado por Carlos Massa. O programa polêmico ganhou páginas de jornais e revistas no final de 1998, quando se soube que muitos dos seus quadros de conflitos entre entrevistados, em que sobravam socos e pontapés, eram todos armados. As pessoas que participavam desse programa eram pagas para atuar no "circo" do Ratinho.

Esse programa bizarro impulsionou o surgimento de vários outros programas similares que ganharam espaço na televisão brasileira. Fingindo ser programas de jornalismo e reportagem, buscam os casos mais estranhos e os expõem.

A argumetação mais comum de seus idealizadores é que se tratam de casos de denúncia que têm o objetivo de promoção social. O programa "Hora da Verdade" apresentado por Márcia Goldschmidt ocupa o segundo lugar no Ibope. Para seus realizadores, "o programa retrata a dura realidade do nosso povo, mostrando dramas pessoais e tentando solucionar de alguma forma os problemas dessas pessoas".

Outros programas da mesma linha ganham mais espaço na televisão, é o caso do "Brasil Urgente" (Rede Bandeirantes), "Cidade Alerta" (Rede Record) e Balanço Geral (Rede Record). E o pior de tudo é que o povo ainda assiste e dá o Ibope que eles almejam! Oh, falta de cultura!

 



Escrito por Carina e Nuria às 09h54
[] [envie esta mensagem] []


 
  

                          Google

Sensacionalismo e violência na mídia

 

Por Carina Nishida e Nuria Santiago

Os meios de comunicação social estimulam a violência na sociedade e mostram a realidade social do Brasil. De fato, a violência publicada pela mídia é identificada desde que o ser humano conseguiu se expressar pelas primeiras pinturas rupestres (inscrição que se encontra em rochedos). No Brasil, os jornais do século XIX já abordavam a violência social de cada dia.

Quanto os meios de comunicação podem estimular e influenciar a violência social ao usar do sensacionalismo na cobertura de matérias jornalísticas policiais ou até mesmo na própria ficção, como por exemplo no cinema e nas telenovelas? Será que a culpa da violência social pode ser atribuída aos meios ou eles apenas refletem, como um espelho, os defeitos sociais?

No século XIX, o Brasil passava por diversas modificações sociais, políticas e econômicas. Para relatar esses fatos, a imprensa passou a se cosolidar como um importante orgão de deixar transparecer as realidades.

Muitos anos se passaram entre as notícias publicas nos tempos das escravidão e a atualidade, as pautas abordando violência ainda continuam instigando os jornalistas de hoje. O aspecto em comum talves esteja no tom sensacionalista tanto das matérias do passado como as de hoje.

O cineasta e roteirista Billy Wilder já chamava a atenção, em 1951, sobre a relação entre sensacionalismo e imprensa, no filme "A montanha dos sete abutres". O roteiro polêmico mostrava que boa parte da imprensa norte-americana era bem ambiciosa.  

Em 1963, no Brasil, surgia o jornal "Notícias Populares", editado pelo Grupo Folha. Sua linha editorial dava ênfase em sexo e violência. Outra característica eram as suas manchetes espetaculares, fotos de mulheres desnudas na capa e a ênfase em crimes. Em 2001, o "Notícias Populares" foi eliminado.

Apesar da violência ainda ser um importante elemento para garantir audiência os jornalistas da atualidade vêm esbarrando na ideologia jornalística, refletindo mais sobre o seu papel social. A mídia impressa, que serve de "superego" dos demais meios de comunicação, tem discutido muito sobre o papel da televisão.



Escrito por Carina e Nuria às 09h11
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 
Meu perfil
BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos

HISTÓRICO



OUTROS SITES
 UOL - O melhor conteúdo
 SP em FOCO
 Anna
 Jornal Mural RP
 Futebol com a Galera
 Casos não resolvidos
 Comunique-se
 Jornal de Estado de São Paulo


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!